Configurar-se como pólo sócio-educacional na cidade de São Paulo, pelo desenvolvimento de vivências com a cultura afro-brasileira. Fortalecer a comunidade do Bixiga, a partir do trabalho com crianças e jovens, visando à integração social, à cidadania e à elevação da auto-estima.
1º CD de capoeira de Mestre Ananias - Original Ao Vivo
Aos 80 anos, Mestre Ananias gravou o 1º CD, pelo projeto documental "Mestre Ananias e seu legado de capoeira". CLIQUE NA IMAGEM ACIMA para ver imagens no YOUTUBE, da época quando foi lançado o CD. Informações sobre o CD: info@uirapurubr.com.br
2º CD de Mestre Ananias - gravado nas comemorações de seus 83 anos
Ouça o samba de roda de Mestre Ananias CLICANDO NA IMAGEM ACIMA. Você acessará a Jukebox do Portal Capoeira (procure o link de Mestre Ananias no final da lista que surgir na tela). Informações sobre o CD: info@uirapurubr.com.br).
"Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras", de Pedro Abib, 2008, Brasil. O documentário trata da origem da capoeira no Brasil, que tem sólidas raízes no Recôncavo Baiano, como comprovam o talento e o vigor de Mestre Ananias. São narradas histórias da capoeira de Besouro Mangangá, Neco Canário Pardo, Cobrinha Verde, Ferreirinha de Santo Amaro, Gato, Noca de Jacó, Siri de Mangue, entre tantos outros. Fonte: http://www.portalcapoeira.com/
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ACADEMIA DE CAPOEIRA DE MESTRE PASTINHA Vídeo em preto-e-branco, com imagens da capoeira praticada na academia de Mestre Pastinha (1889-1981), em Salvador. Sem identificação de data, 2 min e 37 seg.
DEPOIMENTO SOBRE A CAPOEIRA PAULISTANA (gravado na década de 70) Mestre Suassuna fundou na capital o grupo Cordão de Ouro, juntamente com Mestre Brasília em 1967. Ele fala no vídeo sua opinião sobre o surgimento de academias, e o destaque dado ao aspecto comercial na prática da capoeira em São Paulo nessa época. Em preto-e branco, 2 min e 46 seg.
LADJA - HERANÇA AFRICANA NA AMÉRICA A dura experiência do negro durante o período de escravidão no Brasil (do século XVI ao XIX) criou condições para o aparecimento da capoeira como forma de resistência cultural. A inteligência, a astúcia e a força do negro africano escravizado também geraram uma arte no Caribe, a ladja (conhecida também por ag'ya ou danmye), que compartilha uma identidade em comum com a capoeira. Este vídeo de 1936 registra a prática desta autêntica manifestação cultural da ilha de Martinica. Nas cenas filmadas em preto-e-branco, os oponentes duelam ao som de cantos e tambores, exercitando corpo e mente de forma sadia e amistosa. Filmado por Katherine Dunham, antropóloga e coreógrafa norte-americana.
LA CAPOEIRA (1963) Cenas gravadas em Salvador com alunos da da academia de Mestre Pastinha, praticando capoeira à beira-mar. Produção francesa, 5 min, em preto-e-branco.
VADIAÇÃO (1954) Waldemar, Traíra e grandes mestres em ação nesse registro histórico da autêntica capoeira. Filmado pelo documentarista baiano Alexandre Robatto. 7 minutos, em preto-e-branco. "SÓ EXISTE UM TIPO DE CAPOEIRA" Num curto trecho de entrevista, Mestre Canjiquinha fala da capoeira de Mestre Bimba e seus alunos. Em preto-e-branco, com 47 segundos (sem identificação de data e autoria).
ICONOGRAFIA ____________________________ "Jogar Capoeira ou Danse de la Guerre" (1835)
Obra do pintor alemão J. M. Rugendas
"Negros Lutando, Brasil" (século 19)
Obra do pintor inglês Augustus Earle
"ESCRAVO TOCANDO BERIMBAU"
Obra feita pelo francês J. B. Debret. Ele viveu no Brasil entre 1816 e 1831, publicando em seguida o livro "Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil", com muitas imagens do dia-a-dia do Brasil colonial.
sonoralivros@yahoo.com.br
Apoio ao projeto "Casa Mestre Ananias", com dicas de leitura para a formação de cidadãos conscientes. Livros sob encomenda (edições fora de catálogo e usados), contato pelo e-mail.
CONHECER O LIVRO
FEIJOADA NO PARAÍSO - MARCO CARVALHO - A vida de Manoel Henrique Pereira (1895-1924) o lendário capoeira Besouro Mangangá é recontada com imaginação e inspiração pelo escritor (e também praticante da arte). O protagonista narra em pequenos epísódios (em primeira pessoa), cenas e situações por ele vividas nas terras de Santo Amaro de Nossa Senhora da Purificação. O vocabulário peculiar do personagem recriado por Marco Carvalho dá veracidade à personalidade folclórica de Besouro. Os registros da vida de valente de Besouro são transmitidos por gerações pela oralidade da cultura no Recôncavo Baiano. Editora Record, 1ª edição, 2002, 158 páginas OS JACOBINOS NEGROS - C. L. R. JAMES - A resistência e determinação do povo haitiano na luta por sua independência (conquistada em 1804) é narrada em detalhes por James . Os negros escravizados do Haiti organizaram-se para o combate e, liderados por Toussaint L'Ouverture e Dessalines, obtiveram uma vitória contra a opressão das potências colonialistas. A situação de pobreza e calamidade social em que o Haiti se encontra hoje é o preço pago pela rebeldia desse país de negros e mulatos, que possui enorme identificação com a cultura brasileira. Boitempo Editorial, 1ª edição, 2000, 400 páginas
A VERDADE SEDUZIDA - MUNIZ SODRÉ - Nesse estudo sobre o negro na formação cultural brasileira, o sociólogo baiano dedica um capítulo à capoeira. Aqui, um trecho: "... A capoeira implicava, como toda estratégia cultural dos negros no Brasil, num jogo de resistência e acomodação. Luta com aparência de dança, dança que aparenta combate, fantasia de luta, vadiação, mandinga, a capoeira sobreviveu por ser jogo cultural. Um jogo de destreza e malícia, em que se finge lutar, e se finge tão bem que o conceito de verdade da luta se dissolve aos olhos do espectador e - ai dele - do adversário desavisado". Livraria Francisco Alves Editora, 2ª edição, 1988, 216 páginas.
OS PRETOS DO ROSÁRIO DE SÃO PAULO - RAUL JOVIANO AMARAL - A história da Irmandade de N. Senhora do Rosário dos Homens Pretos de São Paulo (fundada em 1711) é contada neste livro. Leia um trecho: "Necessitando acomodar-se à situação, para não serem castigados em suas práticas e costumes, que requeriam complicados e vistosos rituais, cantos, rezas, expressões coreográficas ... os Negros encaminhavam-se por duas direções predominantes: a religiosa e a recreativa". A irmandade administra a igreja do Largo do Paissandu e foi em frente ao templo que rolou a Roda de Capoeira 24 Horas na Virada Cultural de 2008. Scortecci Editora, 2ª edição, 1991, 260 págs.
TERRAS DE PRETO - Fotografias de RICARDO TELES - O cotidiano de comunidades negras rurais do Brasil é o tema do livro. Teles acompanhou o dia-a-dia de locais onde vivem descendentes de escravos (remanescentes de quilombos e mocambos) e registrou, em belas imagens em preto-e-branco, o trabalho, a vida social, os festejos e rituais das comunidades. Fotos da Marujada do quilombo de Mangal (no Rio São Francisco) e da Festa de São Gonçalo, no Kalunga (Chapada dos Veadeiros). Lançado em 1998 pela editora A Books, 162 páginas, em papel especial, formato grande.
BAHIA DE TODOS OS SANTOS - JORGE AMADO - Salvador e seus habitantes são retratados neste livro, escrito em 1945. Veja um trecho, no capítulo sobre capoeira: "Grandes nomes brilham ainda hoje ante a admiração do povo pobre que vai vê-los nas suas demonstrações nas feiras, nas grandes festas populares, especialmente na Conceição da Praia em dezembro e nas festas de ano-novo na Boa Viagem. Já falei de Traíra, de Waldemar, de Mestre Bimba, de Vicente Pastinha, de Rafael e de José Domingos. Mas não falei ainda de Vicente Agaú, de Maré, de Geraldo Chapeleiro, de Daniel, de Onça Preta, de Piloto, de Ricardo de Olampo, de Juvenal, de Celestino Alemão, de Canjiquinha. Esses são os maiores capoeiristas da Bahia atual. É possível que esqueça algum que eles são muito modestos na sua glória restrita aos conhecedores da 'arte'". Livraria Martins Editora, 1966, 12ª edição, ilustrações de Manuel Martins.
INSTRUMENTOS MUSICAIS BRASILEIROS - 1988 - O livro elabora um panorama da música feita no Brasil e mostra a diversidade e beleza dos instrumentos musicais de nossos ritmos populares. Traz detalhes sobre a música indígena e aborda, de forma objetiva, os ritos religiosos africanos, o samba e a capoeira. Registra também a inventividade dos músicos contemporâneos na construção de instrumentos peculiares e originais. O livro faz um levantamento histórico, descrevendo técnicas para a construção e as maneiras de tocá-los. Coordenado por Ricardo Ohtake e publicado pela Rhodia S/A, ilustrado, formato grande, 216 págs.
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