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domingo, 28 de dezembro de 2008

GRUPO ROMANÇO TOCA OS RITMOS DO BRASIL NA CASA MESTRE ANANIAS



A temporada 2008 do Projeto Cultural Saberes do Brasil na Casa Mestre Ananias foi encerrada em grande estilo com a apresentação do grupo Romanço em 24 de novembro.


Fotos: Brigida Rodrigues "Di Lua"
Texto: Carlos Primo Vaz

Nessa noite alegre e descontraída, o grupo Romanço apresentou cantigas de folias de reis e de boi-bumbá, cirandas, xotes, entre outros ritmos da musicalidade brasileira. O Romanço é liderado pelo cantor, compositor e instrumentista Ricardo Dutra (na foto abaixo, tocando rabeca). Fazem também parte do Romanço os músicos Aline Mariani (voz), Adriano Sales (percussão e cavaquinho), Léo Gonçalves (baixo e violão) e Michel Machado (caixa de folia).

O Romanço tocou apenas composições próprias na Casa Mestre Ananias. O grupo está na estrada desde 2007 e tem a honra de ter sido batizado por Ariano Suassuna. O escritor paraibano, atendendo a pedidos dos músicos, escolheu o nome após acompanhar uma apresentação, e o nomeou Romanço por remeter às origens da língua portuguesa (bem de acordo com a autenticidade e valorização da cultura popular realizada pelo grupo). "Ariano disse que estava se sentindo em casa neste evento em nossa cidade e batizou o grupo", disse Dutra.

Durante o evento, os músicos de Guarulhos (SP) também mostraram suas habilidades em manipular bonecos. O Miota, o Jaraguá, a burrinha Primavera e o Boi levaram a garotada à euforia com suas performances.



Com o Samba Chula de São Brás
Músico talentoso e comunicativo, o jovem Ricardo Dutra havia ganho dias antes uma ótima oportunidade para se aprimorar como artista. Ele estava presente à apresentação do Samba Chula de São Brás na Casa Mestre Ananias, em 19 de novembro, quando foi convidado pelos músicos baianos para se juntar ao grupo na turnê que fariam por São Paulo naquela semana (o violeiro do grupo não pôde embarcar para a capital paulistana, desfalcando o elenco). Nesse dia 19, o capoeira e designer Candi Glugovskis tocou sua viola-de-machete com o Samba Chula, aos quais também Ricardo Dutra se uniu para as apresentações posteriores na cidade.

Como curiosidade vale registrar que, entre as diversas apresentações artísticas deste ano na Casa Mestre Ananias, esta foi a única que utilizou microfones, amplificadores e instrumentos eletrônicos.

Agradecimentos à Tania Bustamante, à Flávia Santos, ao Marcelo Manzatti, ao restaurante Brasil a Gosto e à Redecard por viabilizarem este projeto cultural, que trouxe à Casa Mestre Ananias neste 2008 a riqueza das expressões culturais do Brasil e uma oportunidade única de vivência, troca de experiências e conhecimento. Parabéns a todos que participaram e fizeram parte do projeto cultural Saberes do Brasil 2008!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O ENTUSIASMO E A VIBRAÇÃO DO SAMBA CHULA DE SÃO BRÁS NO "SABERES DO BRASIL"

Texto: Carlos Primo Vaz

Eles levam uma vida simples e na sintonia das tranquilas águas da Baía de Todos os Santos, residindo em meio a 1.500 pessoas no vilarejo de São Brás, distrito da cidade de Santo Amaro da Purificação. Na rotina calma deste lugar fazem o samba de roda com a mais pura tradição, preservada e renovada a cada geração.

A Casa Mestre Ananias é a morada do samba do Recôncavo aqui na capital e recebeu com alegria os amigos do Samba Chula de São Brás mais uma vez neste 2008. O carisma e vibração dos sambadores baianos foi o principal motivo da grande presença de público no dia 19 de novembro, em apresentação pelo projeto cultural "Saberes do Brasil" (confira mais sobre as visitas anteriores do Samba Chula de Brás à Casa Mestre Ananias na postagem de abril e na Barra de Vídeo).

Os músicos só voltaram para a Bahia na segunda, 24 de novembro. Nesse intervalo, os sambadores também fizeram apresentações na Sala Crisantempo e no Rio Verde, ambas localizadas no bairro da Vila Madalena, em São Paulo. A reportagem do blog esteve junto aos músicos neste feriado dedicado a Zumbi dos Palmares para conhecer mais sobre o samba de roda e prestigiar estes tão autênticos artistas populares. Aguarde as fotos e mais informações sobre a presença da Chula de São Brás aqui no blog do Mestre!

Saiba quem são os componentes do Samba Chula de São Brás que vieram do Recôncavo Baiano para alegrar o público paulistano.

São elas (seremos cavalheiros):
Doralice Santana de Almeida, a "Dora", 68 anos

Faustina Ferreira, 64 anos

Maria Eunice de Souza, a "Nicinha", 60 anos

Raimunda de Jesus Saturno, a "Mundinha", 60 anos

E são eles:
Antônio Saturno, o "Alumínio", 65 anos

João Saturno, o "João do Boi", 64 anos

Carlos Antônio da Silva, o "Kaú", 47 anos

Djalma Santana, o "Bahia", 25 anos

Edmário Peres, o "Ed", 17 anos

terça-feira, 11 de novembro de 2008

SAMBAQUI APRESENTA SAMBA DE BUMBO NA CONSELHEIRO RAMALHO

Fotos: Tania Bustamante


Num momento de descontração e alegria, na apresentação dos músicos Rosângela Macedo, Laura e Lobo, do grupo Sambaqui. A apresentação, em 22 de setembro na Casa Mestre Ananias , fez parte do projeto cultural Saberes do Brasil.


O samba de bumbo é uma manifestação cultural típica do interior paulista, iniciada nos tempos de escravidão do negro e que vem sendo resgatada por pesquisadores e artistas da atualidade. A apresentação foi ótima oportunidade também para os músicos da Casa Mestre Ananias exercitarem seus talentos.



VALDECK DE GARANHUNS E O TEATRO DE MAMULENGO NA CASA MESTRE ANANIAS

Fotos: Brígida Rodrigues "Di Lua"
Texto: Carlos Primo Vaz


















A Casa Mestre Ananias hospedou mais uma ótima oficina cultural do Projeto Cultural "Saberes do Brasil" na noite de 3 de novembro. O baú com bonecos e a barraca de pano de mestre Valdeck de Garanhuns foram os apetrechos necessários para a divertir o público. O Coroné, a Quitéria, o cabo Setenta, o sanfoneiro Zé de Duda, o capataz Simão e até mesmo o Diabo ganharam vida nas mãos habilidosas de Valdeck.

Além de brincar com os bonecos, Valdeck também os faz. "O bonequeiro faz boneco, o mamulengueiro brinca com eles, sem ter de construí-los", diz Valdeck.

A apresentação do teatro de bonecos contou com o acompanhamento musical dos capoeiras Candi, Ferreira e Minhoca, enriquecendo o espetáculo. O teatro de mamulengo pode acontecer com ou sem músicos, mas certamente a interação de Valdeck com eles foi um ingrediente a mais para entreter o público.

O mamulengo encontra suas raízes em Pernambuco, terra natal de Valdeck, e é uma arte popular de grande expressão no Nordeste. Valdeck afirma ter em sua coleção bonecos feitos há 100 anos. "Todo mamulengueiro tem bonecos de várias pessoas". Valdeck citou como referência o trabalho dos antigos mestres Pedro Boca Rica, Sólon e Saúba.

Foi diversão para todas as idades. Toda a criançada, jovens e adultos de todas as idades entraram na brincadeira. Mestre Ananias também entrou no enredo e nos diálogos dos bonecos. Estava bem disposto, alegre e sorridente nessa noite animada.

O Projeto Cultural "Saberes do Brasil" tem o patrocínio da Redecard, que viabiliza as apresentações realizadas no restaurante Brasil a Gosto e as oficinas culturais na Casa Mestre Ananias. Ficamos gratos por participar deste projeto tão especial.


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

ARTE COM ARGILA NO PROJETO "SABERES DO BRASIL"

Fotos: Tania Bustamante

A oficina com Ulisses Mendes, realizada em 15 de setembro na Casa Mestre Ananias, fez todo mundo colocar a mão na massa!




Os objetos feitos com o barro tinham variados formatos e tamanhos. Quem participou do encontro teve uma ótima oportunidade para exercitar a criatividade.




Ulisses Mendes aprendeu a fazer arte com argila no Vale do Jequitinhonha (MG) e compartilhou com os participantes da oficina o saber que adquiriu.



terça-feira, 4 de novembro de 2008

"SABERES DO BRASIL" NO MÊS DE NOVEMBRO

Ontem, 03 de novembro, a presença de Mestre Valdeck de Garanhuns trouxe muita alegria na apresentação do teatro de mamulengo. Fique atento na programação de fim de ano. É muito aguardada a presença em 19 de novembro dos nossos amigos baianos do Samba Chula de São Brás, que certamente virão novamente à Casa Mestre Ananias com muita energia, simplicidade e vibração. 24 de novembro tem o Grupo Romanço. Coloque em sua agenda a programação do projeto Saberes do Brasil!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O TORÉ DOS PANKARARU E O CONTATO COM OS ENCANTADOS

Fotos: Brígida Rodrigues "Di Lua"
Informe: Carlos Primo Vaz


Nesta noite de 20 de outubro, a Casa Mestre Ananias recebeu os índios Pankararu, que vieram até o Bixiga para celebrar um importante ritual, a dança do Toré. Esta apresentação faz parte da programação cultural Saberes do Brasil. Os praiás (acima, na foto), são as manifestações materializadas dos Encantados, com os indígenas caracterizados com vestimentas e máscaras rituais confeccionadas de caroá, planta encontrada na Caatinga.







Dora Pankararu, pedagoga de 33 anos, exibiu um vídeo que tratava da identidade indígena e do racismo na sociedade. Ela também apresentou alguns instrumentos musicais utilizados no Toré. Dora vive na comunidade do Real Park, em São Paulo, onde residem centenas de membros de sua etnia. O Real Park foi o primeiro lugar escolhido pelos migrantes indígenas na capital, ao chegarem de Pernambuco nos anos 50. Dora Pankararu é diretora da Associação Indígena SOS Pankararu, sediada na Zona Sul paulistana e instituída legalmente em 1994. A entidade é importante instrumento na manutenção da cultura e na defesa dos interesses dos Pankararu do Real Park.









O índígena brasileiro preserva valores fundamentais para desenvolvermos uma sociedade equilibrada, na qual o respeito à natureza deve estar em primeiro lugar. A presença dos Pankararu na Casa Mestre Ananias gerou uma forte vibração e é motivo de honra para todos nós. Parabéns, povo Pankararu!

domingo, 14 de setembro de 2008

AS BELAS IMAGENS DAS OFICINAS "SABERES DO BRASIL" NA CASA MESTRE ANANIAS


COM OS PÉS DESCALÇOS PARA DANÇAR O SAMBA DE RODA NA OFICINA DE MESTRE ANANIAS - 01 DE SETEMBRO
FOTO: BRÍGIDA RODRIGUES "DILUA"



















MESTRE SÍLVIO ANTÔNIO (de cinza, na primeira foto), DA CIA. DE MOÇAMBIQUE E SÃO BENEDITO CAMBAIÁ, COLOCOU A TURMA TODA EM ATIVIDADE NA OFICINA REALIZADA EM 08 DE SETEMBRO
FOTOS: BRÍGIDA RODRIGUES "DILUA"

















COLOCANDO O CORPO EM MOVIMENTO E CANTANDO EM CONJUNTO AS CANÇÕES DO JEQUITINHONHA NA OFICINA DE DÉA TRANCOSO - 03 DE SETEMBRO
FOTOS: ZÉ AMARAL


















ANANIAS FERREIRA VEIO DE SÃO FÉLIX (BA) PARA SÃO PAULO, NA DÉCADA DE 50, TRAZENDO CONSIGO OS SABERES DA CAPOEIRA E DO SAMBA DE RODA - OFICINA DE SAMBA DE RODA EM 01 DE SETEMBRO
FOTOS: BRÍGIDA RODRIGUES "DILUA"

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

A RIQUEZA DA CULTURA DO JEQUITINHONHA COM O MÚSICO E ATOR INIMAR DOS REIS

Muitas palmas para a cultura popular do Jequitinhonha!

Fotos: Brígida Rodrigues - Di Lua

Informe: Carlos Primo


A animação da oficina cultural com o grupo Folias e Folguedos envolveu a todos na Casa Mestre Ananias na segunda, dia 18 de agosto. O grupo foi criado por Inimar dos Reis (na foto ao lado) em 1998 e, em um ambiente bem descontraído e divertido, compartilhou conosco as músicas, as histórias e as brincadeiras de roda do Vale do Rio Jequitinhonha. O rio percorre terras em Minas Gerais e Bahia e é fonte de vida e inspiração para a manifestação artística popular. A apresentação faz parte do projeto Saberes do Brasil.

Liderados por Inimar, Folias e Folguedos esteve presente na Casa Mestre Ananias com Joselito Macedo, conhecido como "O Astro da Sanfona", com os percussionistas Cesar Man e Fernando Boi, e o violeiro Léo Doktorczyk. O grupo foi criado por Inimar dos Reis na cidade de Cotia (o artista está radicado em São Paulo atualmente).

"Nosso objetivo é chamar a atenção e divulgar a cultura do Vale do Jequitinhonha, por meio de um espetáculo que traga uma vivência das antigas tradições", diz Inimar. Nascido no município de Jequitinhonha (MG), Inimar vem de família de folcloristas (neto de violeiro e sanfoneiro) e realiza um trabalho itinerante. "Vou até a fonte, bebo, faço uma releitura, sempre mantendo a autenticidade", explica Inimar sobre a pesquisa e a preservação dos costumes da cultura regional.

As músicas, brincadeiras e "causos" contados renderam a aprovação de Mestre Ananias, que esteve alegre e bem disposto, fazendo inclusive um elogio à perícia de Joselito Macedo com a sanfona.

Inimar fez todo mundo entrar na roda, cantando e participando em conjunto de um improviso de versos. "Brincando, alegra a alma, eleva o espírito e a gente fica mais criativo".

A descontração é também uma forma de passar uma mensagem importante, como esclarece Inimar: "Estão acabando com as nascentes dos rios, nossas comunidades ribeirinhas são exploradas". Ele afirma também que os "gringos" compravam o artesanato do Jequitinhonha a preço de banana", mas agora o trabalho do Folias e Folguedos, junto ao de outros artistas, tem colaborado para minimizar estes problemas.

O público unido aos artistas numa animada roda de versos e improvisos

A Casa Mestre Ananias está sempre de portas abertas para iniciativas que valorizem a cultura popular brasileira. Saudações aos músicos, artesãos e aos trabalhadores que vivem em harmonia com o rio Jequitinhonha e a natureza!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

SAMBA DE RODA EM MARAGOGIPE É TRADIÇÃO DE PAI PARA FILHO

O Samba de Maragogó e alunos de Mestre Ananias (de chapéu) fazendo juntos o samba de roda no Bixiga

Foto: Zé Amaral

Informe: Carlos Primo

O grupo musical Samba de Maragogó, formado há 2 anos e em sua primeira visita a São Paulo, realizou nova apresentação na Casa Mestre Ananias. No dia 1 de julho, dias após prestigiarem a Festa Junias (ver post de junho), os sambadores da cidade de Maragogipe, do Recôncavo Baiano, voltaram à nossa casa para se apresentarem pelo Projeto Saberes do Brasil.

Em Maragogipe (cidade com 37 mil habitantes), tocar pandeiro é uma atividade transmitida de pai para filho. O músico Agnaldo da Cruz, de 37 anos, conta que o seu pai "era muito festeiro" e construiu um pandeiro para ele. "Disse para mim: se gostar, toque. Tinha 14 anos, era um menino curioso, simpatizei com o pandeiro e aqui estou"

O ritmo do samba de Maragogipe é "pra frente, sacudido, pra ninguém ficar parado", diz o músico Nildo Santana, de 32 anos. Ele explica que cada cidade do Recôncavo tem um ritmo próprio no samba de roda. "Em Cachoeira toca-se de um jeito, em São Félix de outro, e assim por diante", diz. Essa variedade de maneiras de fazer o samba de roda na Bahia serve para ressaltar a riqueza da expressão cultural manifestada pela música popular na região.

Nildo Santana toca seu pandeiro com bastante vigor e firmeza, conforme seu pai o ensinou, a partir dos 10 anos de idade. Da mesma maneira que aprendeu com o pai, exerce seu papel para manter a tradição na família. "Meu filho Valter, de 3 anos, já vai no ensaio, toca que nem gente grande. O pessoal olha e não acredita".

Vieram para São Paulo 8 músicos do Samba de Maragogó, entre 18 componentes que costumam se revezar nas apresentações. A Casa Mestre Ananias agradece a visita e a oportunidade de compartilhar, com entusiasmo e alegria, conhecimentos e experiências com os companheiros de Maragogipe.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

VIVA SANTO ANTÔNIO! VIVA SÃO GONÇALO! FOLIA NO BIXIGA

Nelson Jacob saúda os moradores da casa de dona Luzia de Melo,
visitada durante o trajeto dos foliões pela rua Conselheiro Ramalho


Fotos: Brígida Rodrigues "Dilua"
Informe: Carlos Primo


As Folias de Santo Antônio e de São Gonçalo, lideradas pelo mestre violeiro Nelson Jacob, estiveram presentes na Casa Mestre Ananias na noite de 16 de junho. Nelson, de 77 anos, e mais 9 foliões vieram especialmente de Minas Gerais para participar da programação cultural "Saberes do Brasil". Eles cantaram e tocaram seus instrumentos com devoção e espiritualidade, envolvendo os espectadores em um ambiente de paz e muita harmonia.

Santo Antônio é o santo casamenteiro, assim todos o conhecemos. São Gonçalo é o protetor das "donzelas" e dos violeiros. A devoção pelos santos é herança de nossa colonização por Portugal, terra natal de ambos.

Anterino canta com fervor

Em diversas cidades de Minas Gerais, as festas em homenagens aos Santos são tradicionais e mobilizam a população. Na comitiva dos músicos mineiros presentes à Casa Mestre Ananias, havia moradores de Jequitibá, Prudente de Morais, Santana de Pirapama e Campo Alegre. Anterino Duarte, hoje com 61 anos e folião desde os 14, é um dos cantores do grupo e desenvolveu uma técnica vocal que se destaca entre os seus companheiros. Diz sempre terem convites para uma folia, não só nos dias dedicados aos santos, mas também quando alguém quer homenagear o santo por uma promessa atendida.



Mestre Ananias esteve firme e ativo desde o início, quando comandou um samba de roda durante a espera dos convidados. No início da apresentação, Nelson Jacob homenageou Mestre Ananias ao pedir que ele segurasse os estandartes com as imagens dos santos. Permaneceu nos esperando na Casa enquanto visitávamos nas vizinhanças a residência de dona Luzia de Melo, avó de nosso companheiro Fábio Santos. Dona Luzia demonstrou satisfação com esse privilégio e ficou emocionada com a visita.

Momento único para todos nós. Obrigado, foliões de Minas, pela energia trazida à Casa Mestre Ananias!

terça-feira, 10 de junho de 2008

ÍNDIOS TIKUNA APRESENTAM ARTE E TRADIÇÕES CULTURAIS EM SÃO PAULO

Fotos: Zé Amaral

Informe: Carlos Primo
Tikunas compartilham em São Paulo
os
saberes que trouxeram de Manaus
Iniciou-se na Casa Mestre Ananias o ciclo de oficinas que integra a programação cultural "Saberes do Brasil". Nesta primeira apresentação em 6 de junho de 2008, compartilhamos a vibração dos índios Tikuna, vindos especialmente a São Paulo para o evento. Dançando com os rostos pintados (indicando os animais que representam seus clãs), eles cantaram em sua língua com entusiasmo e harmonia, pintaram o corpo de quem se interessasse e conversaram muito conosco.
A produtora cultural Flávia Santos
se candidatou para a pintura corporal

O povo Tikuna é formado por 48 mil indivíduos, de acordo com o cacique Domingos, chefe da comitiva indígena. Ele e os 7 índigenas que compõem o grupo musical moram na cidade de Manaus, numa comunidade com cerca de 400 tikunas. A etnia tem origem nas selvas do Alto Solimões, região fronteiriça com Colômbia e Peru, países onde também habitam.

O cd Cantigas Tikuna Wotchimaucü e o artesanato que produzem também esteve à venda. O caldo de mandioca preparado por Fernanda deixou satisfeitos e também rendeu aplausos da empolgada platéia.



A platéia esteve atenta aos cantos em tikuna e à dança dos indígenas


Saiba mais sobre os indígenas brasileiros:
http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/voxscientiae/indigena_40c.htm